quinta-feira, junho 23, 2005

19 de Junho – Dia dos pais nos Estados Unidos. E de uma mãe também…

O blog deste tempo na Califórnia pode até não ser grande coisa. Mas pelo menos uma característica de grandes filmes e livros ele tem: o final é espetacular!!! A Elisa nasceu!!!!
Elisa Frossard Barbosa Vincent nasceu em 19 de junho de 2005, com 51 centimetros e pesando 2.900 Gramas. De tanto brincar que o “Mimoso” ia ter um “Mimosinho”, ela nasceu com o pé igualzinho ao do pai. E a boca é igualzinha à da mãe ("Boca de Borracha", segundo Andréa Lobato).

O parto foi um processo longo, com momentos de esforço, de alívio, de tensão e até de comédia….

O trabalho de parto começou na sexta-feira de manhã cedinho. O plano era ir para Napa Valley. Talvez porque não fosse tomar vinho, Elisa não gostou da idéia. E as contrações começaram às 5 e meia da manhã. Napa Valley ficou para depois, mas as contrações foram irregulares durante todo o dia.

Lá pelo final do dia, parecia que as coisas ainda iam demorar. Mas, ao deitarmos na cama para dormir, as contrações se tornaram bem regulares, mais intensas, e pareciam seguir o padrão necessário para ligarmos para a médica e irmos para o hospital. Ao chegarmos no hospital, uma grande decepção: a dilatação da Lívia não estava maior do que quando fomos à médica, dois dias antes. Com 1.5 para 2cm de dilatação, ainda era cedo para sermos admitidos para o parto…
Antes de irmos embora para casa, a OB de plantão nos mandou andar pelo hospital. Ficamos duas horas dando voltas no terceiro andar do Alta Bates. Antes de irmos embora, a dilatação já estava em 2+ cm. Um progresso encorajador.

Voltar para casa foi a melhor coisa que fizemos. Depois de passarmos uma quinta-feira tensa, esperando as contrações evoluírem, e de estarmos no hospital entre 3:30 e 7:30 da manhã, um dia mais relaxante era a melhor coisa para nos prepararmos para o trabalho de parto.
A recomendação era descansar um pouco, mas também andar bastante ao longo do dia. Assim, logo depois do almoço, Lívia resolveu que o melhor a fazer era aproveitar o momento para atender umas encomendas de ultima hora e ir comprar uns tenis que a mãe da Lívia precisava comprar. André obviamente concordou. Afinal, tem jeito melhor de fazer uma mulher andar do que colocá-la para comprar sapatos?

Na volta para casa, comemos uma pizza. Enquanto preparávamos o lanche, André perguntou para Lívia o que ela estava achando das contrações. A resposta está na foto abaixo…


Depois da pizza acabamos de assistir Pearl Harbor (não sei se é o mais adequado para relaxar para um parto…), e fomos dormir. Tentar dormir parece ser a senha. Não deu nem para esquentar a colchão, e as contrações voltaram a ser regulares e fortes como nunca. Lívia começou a gritar de dor nas contrações. André ignorou a recomendação de esperar uma hora de contrações regulares, e fomos para o hospital direto. Foi só o tempo de pegar tudo e sair.

Foi a melhor coisa. Chegando no hospital, Lívia já tinha três centímetros de dilatação. Fomos admitidos e, logo ao passarmos da triagem para a sala de “labor and delivery”, Lívia recebeu um anestésico e se preparou para a peridural. Que foi o momento cômico de todo o processo.

Quando o anestesista começou a aplicar a peridural, disse que a melhor posição para a Lívia era com a coluna bem curvada. Para dar suporte a ela, André ficou em pé de frente a ela, de forma que ela pudesse apoiar sua cabeça em seu peito.

Ocorre que André ficar olhando para o anestesista não foi a melhor idéia… Quase no final do procedimento, Dr. Moore (um anestesista muito legal), perguntou: “você está se sentindo bem?”. André respondeu: “Estou sentindo a cabeça um pouco leve…” e desabou no chão. Não deu tempo nem de acabar a frase direito… O cômico é que 2 segundos após cair, André já tinha percebido o que ocorrera e já estava recuperado. O suficiente para perguntar como tinha caído de forma tão suave. Descobriu que era porque Mila, a enfermeira, estava atrás dele, e amorteceu a queda. Pobre Mila… Ela tinha +- 1m45cm e não devia passar de uns 45 Kgs…
A anestesia fez efeito, e a foto da Lívia na cama mostra como ela estava reagindo às contrações, cada vez mais fortes.

Com a expectativa de umas 12 horas de espera até o parto, e preparados para dormir um pouco enquanto dava, sugerimos à Elane e Vivaldo que fossem para casa. Afinal, eles também podiam dormir bem e voltar para o nascimento da Elisa.

Dormimos umas 2 da manhã de sábado. Às 3, a médica viu que a dilatação não estava progredindo. Decidiu romper a bolsa de água da Lívia. Às 4hs30min, vimos que houve progresso: 9 cm de dilatação. Em 90 minutos!

Às 5hs da manhã, a dilatação tinha chegado à 9.75 cm. Imediatamente, chamamos os pais da Lívia. Logo depois, a dilatação chegou a 10 cm, e a médica mandou que Lívia começasse a empurrar para a Elisa nascer.

O começo deste trabalho foi mais um aprendizado: Lívia aprendendo como empurrar, André aprendendo como ajudar, a Mila aprendendo o que funcionava melhor com a Lívia. E, a cada três contrações, André tendo que ligar para Elane para ajudar a conseguir um taxi, missão quase impossível às 5 da manhã em Berkeley… Os pais da Lívia finalmente conseguiram chegar perto de 6 e meia.

Durante uma hora, Lívia fez muita força, e conseguiu empurrar bastante. A cada contração, a Elisa chegava bem mais perto de nascer. Depois de uma hora, a médica resolveu verificar onde Elisa estava no intervalo entre as contrações. E descobriu que, infelizmente, boa parte do progresso conquistado durante as contrações era perdido nos intervalos. O resultado era um avanço lento. Como a Lívia estava começando a ter febre e o batimento cardíaco da Elisa estava começando a subir, e como ainda precisariamos de pelo menos mais outra hora para a Elisa nascer, a médica resolveu, às 6:30hs, fazer uma cesariana.

Nos próximos minutos a equipe médica se preparou e preparou Lívia e André para a cirurgia. Com a Lívia acho que os medicos não tiveram muitos problemas. O André é que teve muita dificuldade para amarrar a tal mascara, de nervoso que estava.

Mas, tudo correu bem. Os medicos falaram que a posição da Elisa, virada para a frente e não para trás, dificultava o trabalho das duas. Se não fosse isto, eles garantem que ela teria nascido de parto normal bem fácil.

As fotos mostram a continuação dos eventos. Elisa ainda na sala da cesariana, o primeiro encontro da família, Elisa comprovando seus 6 pounds e 8 ounces (2.9 Kgs), o primeiro banho, Elisa no colo dos avós maternos, mamando, deixando suas digitais, descansando com a mamãe depois de mamar (mamãe ainda sob efeito da anestesia...), apreciando a Golden Gate vista do Alta Bates, dormindo no berço, arrotando e dormindo com o pai.

Ficamos no hospital por três noites, após o parto. Nestes dias, vimos que a Elisa é uma menina muito tranquila. Apenas uma noite foi difícil. Trocamos de quarto pois o ar condicionado do primeiro não estava send suficiente, e estava muito quente. No quarto novo, Elisa ficou com frio. Até que percebessemos o problema, a vida foi difícil. Mas foi só resolver, que a Elisa dormiu como um anjo.












Nestes três dias, já deu para perceber também que a vida nunca mais sera a mesma. A importância da Elisa para nós é algo incalculável. O amor que ela inspira é impressionante.













Se quiser, deixe sua mensagem para a Elisa. Depois, vamos juntar tudo e mostrar para ela...

Visitas na Califórnia

As coisas andam movimentadas por aqui. Com o final das aulas, as visitas chegaram para alegrar o ambiente. O pai do André veio para a formatura, e passou duas semanas conosco. Além da formatura, ele passeou bastante pela Califórnia.

Adorou Muir Woods, onde pode ver sequóias bem grandes. Foi a Napa, onde fizemos um piquenique usando a mochila que Monique e Elza deram de presente quando nos visitaram em janeiro.

Quando fomos ao Silicon Valley, Michel teve oportunidade de conhecer várias empresas de tecnologia. Destaques para a SAP, onde André trabalhou nos últimos 8 meses, e para o PARC - Palo Alto Research Center. Stanford também foi lindo. Para concluir, ele foi a Carmel e Monterey e passeou bastante por Berkeley e San Francisco.






Assim que Michel foi embora, chegou o Lesmão. A mesma viagem que levou um ao aeroporto, buscou o outro. Ele passou apenas uns 4 dias conosco, mas foi ótimo. Fizemos um passeio ótimo por Tiburon, onde passamos um fim de tarde muito gostoso com a Cecíla, prima da Lívia, e o Roberto, seu marido. Na visita à UC Berkeley, o Lesmão descobriu um angulo ótimo para tirar fotos de Haas – a escola do André.

A estada do Lesmão foi curta, mas muito legal. Nós já fomos a vários lugares legais juntos. Destaque para o Chile, onde fomos esquiar, e agora esta vinda a California. Fizemos planos de levar nossos filhos para conhecer o Grand Canyon daqui a cinco anos! Vamos fazer acontecer!
No mesmo dia em que o Lesmão foi embora, chegou a mãe da Lívia. Veio para passar um mês, passear um pouco e ficar conosco. Fizemos alguns passeios com ela, basicamente para que ela pudesse comprar tudo o que queria comprar para levar para o Brasil. Fomos um dia à San Francisco. E planejamos ir para Napa no dia seguinte à chegada do pai da Lívia. Assim, iríamos todos.
Só que não deu para irmos, nem para passear tudo o que queríamos, pous os eventos se precipitaram…