quarta-feira, dezembro 31, 2003

Algumas fotos do Natal

Vista da Casa em que estavamos, depois do tempo melhorar!


Priscila e Lívia cozinhando. E o estômago da Lívia não aguenta esperar!


Canjão!


Natal Branco também é cavar carro!

Lake Tahoe - Natal

24/12/2003
Hoje começou nosso primeiro Natal na neve! A previsão de tempo era animadora para aqueles interessados em ver neve caindo! Para hoje (quarta-feira, 24/12) e amanhã, previsão de muita chuva na estrada, virando neve a medida que subíamos a montanha. Na montanha, pelo menos meio metro de neve iria cair. Infelizmente, esta não é a melhor previsão para a gente... Significa uma viagem mais difícil e a impossibilidade de esquiar na quinta-feira. Estamos na expectativa da sexta-feira!
Saímos de Berkeley e pegamos a estrada. Deixamos o Spiro Giro em casa, afinal ele já está um pouco velhinho para este tipo de aventura. Segundo a Lívia, ele ia precisar de uma bengala para subir todas as ladeiras que subimos... Então, viemos de carona com a Priscila e o Alex, que têm um carro mais novo. Aliás, fazer caber tudo no carro já foi uma aventura, vencida debaixo de chuva. De roupa até que não tinhamos muita coisa, mas de compras... Eu fiz a maior compra de supermercado para a viagem, e, além disto, a Lívia cozinhou o “Lagarto da Isis”.
No caminho, paramos para que Priscila e Alex pudessem comprar presentes para seus amigos ocultos. Como sempre, paramos num Outlet.
(Outlet é um conceito muito forte aqui nos Estados Unidos. As lojas que ficam nos locais convenientes – nas cidades, perto de onde as pessoas moram e trabalham – não deixam mercadoria pegar poeira nas prateleiras. Parece que a GAP, por exemplo, é assim: lançam uma coleção nova; na primeira semana, os produtos ficam em posição de destaque; na segunda semana, as peças que por qualquer motivo não estão vendendo muito bem, vão para uma posição secundária; na terceira semana, se não melhorar, vão pro Outlet. Outlet é uma loja num lugar inconveniente, que requer uma mini-viagem, onde estas coisas são vendidas a preço de banana. Na nossa vida de pobre, Outlet é o máximo!)
Enfim, no Outlet eles acharam uma loja da Adidas, onde fizeram as compras. Como os amigos ocultos eram homens, e como a maioria dos homes eram +- do meu tamanho, só um pouquinho mais altos, eu servi de modelo e experimentei algumas camisetas. Fiz papel de trouxa, pois eu era um dos amigos ocultos! Foi ótimo, ganhei uma camiseta super legal, muito boa mesmo.
Depois do pit-stop, pé na estrada de novo. Havia duas possibilidades de caminho: I-80 até Sacramento (capital da California) e I-50 até South Lake Tahoe, ou I-80 até North Lake Tahoe e uma estrada menor até South Lake Tahoe. O primeiro caminho (I-80 / I-50) é mais curto e mais sujeito à neve, enquanto que o segundo é mais longo e mais fácil. Quando chegamos perto de Sacramento, ligamos para um telefone das estradas e pegamos as condições em cada uma delas: todas as duas estavam com neve e exigindo correntes nos carros! É aí que entra o velho provérbio Chinês: “o que é um peido para quem está todo cagado?” Já que vamos ter que pôr corrente, vamos pegar a estrada mais curta.
Aí o Alex pergunta se eu já tinha colocado corrente em carro na minha vida. Nunca. Mas, como sou muito curioso, tinha assistido um cara fazer isso quando estava indo para o Valle Nevado, em 2000. Isto me promoveu ao posto de coordenador da operação corrente... Bom, depois de mais uma hora de estrada, chegou o momento. E, para melhorar as coisas ainda mais, a chuva já tinha virado neve, e a intensidade já estava bem maior.
Este é um dos momentos da vida em que a gente se lembra de valores como perseverança, humildade, espírito de aventura e, principalmente, uma porra de um casaco com capuz! É claro que o casaco de neve que comprei não tinha capuz! Vai ver, é por isto que aquela praga não estava vendendo e foi parar no Outlet onde nós o compramos! Ah, a gente lembra também a enorme distância que existe entre teoria e prática, entre ver e fazer!
Eu e Alex descemos do carro e começamos. Depois de uns cinco minutos, um “vizinho” deu umas dicas. (Quando chega a hora de pôr corrente, a pista da direita da estrada vira um grande estacionamento de carros fazendo isto.) Do lado de fora, eu e ele não tínhamos a menor idéia do que estavamos fazendo. Do lado de dentro, a coisa não era muito melhor. Para colocar a corrente, primeiro, você a coloca aberta no chão, em frente às rodas do carro. Depois, você anda com o carro para a frente, de forma que a roda fique em cima da corrente. Pois bem, precisamos pedir à Lívia e Priscila dentro da carro, para adiantar o carro. E a comunicação também era um problema, já que elas também não faziam idéia do que era preciso fazer. Depois de um frio danado, e de encharcar nossas calças jeans, conseguimos! Quando entramos no carro, estávamos com as mãos quase congeladas.
Começamos a andar de novo com o carro e, uns 10 metros depois, a primeira corrente cai. Desce do carro, recoloca. Mais frio, mais perrengue. Pelo menos, desta vez parece que ficou bom. O truque é, depois de colocar a corrente, andar uns 5 metros com o carro. A corrente vai afrouxar um pouco, aí você aperta mais. Aí, ela fica firme.
Saímos de novo, mais 10 metros, a outra corrente cai. Só que, além disto, o Alex esqueceu o freio de mão puxado, e veio um cheiro de queimado danado.
Neste momento, nós visualizamos a cena do carro quebrado e a gente no maior perrengue de nossas vidas. Também descobrimos que existem criaturas maravilhosas chamadas “Chain installers” – instaladores de corrente! Dois minutos (e vinte dólares) depois, estávamos de volta a estrada, já no quentinho do carro, degelando os pés e mãos. Só não estava melhor porque, no calor da aventura, alguém (pode até ter sido até eu) deixou a porta do carro aberta uns 2 minutos, e entrou +- um metro de neve no meu banco!
Bom, ensopados e felizes, seguimos viagem. Lívia e Priscila concentradas em achar um banheiro. Neve vindo de todos os lados, inclusive de baixo pra cima... Aquela paisagem de fim de mundo. Alexandre ia guiando: aqui do lado tem um vale super legal... Do lado esquerdo, está o Lago... E a gente olhava e só branco, branco... no máximo umas árvores entulhadas de neve.
Depois do perrengue todo, avistamos o lugar de pegar as chaves. Yuhuuu! Tudo pronto! Vamos para a cabana. Ha ha ha! Você achou que tudo estava resolvido. Engano seu! A estradinha para a casa estava com mais de um metro de neve. André salta do carro heroicamente e ruma eufórico rumo a porta de entrada. Tenta colocar a chave e necas. Depois de alguns segundos, começa o desespero: “Lívia, vem me ajudar! A chave nao entra”. Tenta daqui, tenta dali e Lívia vê que a macaneta estava congelada. O desespero aumenta: não temos anti-freeze no carro e o Alexandre já está com o porta-mala aberto com as malas se enchendo de neve. Lívia tem uma idéia inspirada: a única coisa quente que temos aqui é o nosso bafo. Resultado: comecamos os dois a dar baforadas na maçaneta. No auge do desespero, André descobre que estavamos na casa errada. FDP!!! E aí, no desespero, corre pra outra casa, pega as malas, a esta altura já cobertas de neve, com o frio já deixando nossas mãos endurecidas. Finalmente, entramos dentro da casa, quentinha, lindinha.
Dentro de casa, a primeira missão é ligar o forno para cozinhar o “Peru da Alba”. O problema é que o fogão é muito high-tech, e exige uma programação complexa. Depois de alguns minutos, conseguimos!
Logo depois chegavam Marília, Flávio, Alba e Patrícia. Todos espremidos num jipe sem porta-malas e lotados de malas e compras, fora o “Peru da Alba”. E alguns minutos depois, Edu, Magnus, Suzana e Edson ficavam atolados na rampa de acesso a casa. A chegada deles na casa foi triunfante: coberto de neve, Magnus reiterava que “nordestino nao pode passar por isso, nao tem nada a ver, tem que pagar mico mesmo...” Pronto, todos em casa, sãos e salvos...
E logo começamos a nos sentir em Big Brother Lake Tahoe. 12 pessoas presas em uma casa. Ninguém pode sair. Ninguém pode chegar. Ski que eh bom, necas... nosso White Christmas chegou de maneira que ninguem esperava, com toda sua força, todo o seu poder. Fala sério: ninguem merece!!!
Já que estamos presos na casa, começamos a cozinhar a ceia. Já estávamos começando a noite de natal. Como deve ser, comemos, bebemos, contamos muitas histórias. A comida começou pelo “assorte de queijos”, como o Magnus definiu (do inglês, assortment, queijos variados). Depois comemos a ceia propriamente dita. O “Lagarto da Isis” fez um sucesso danado! Todos adoraram! Já quase meia-noite fizemos o amigo oculto. Depois, mais umas duas horas de conversa, até que o sono nos derrubou.
Um parênteses aqui para contar que a grande maioria dos brasileiros que conhecemos aqui está envolvido em algum estudo muito interessante. Um faz pós-doutourado em doenças neurológicas, outra faz douturado em biologia etc etc. Os papos são sempre interessantes. Daí as longas conversas.
A única nota triste é que o Flávio não conseguiu trazer o violão, pois não coube no carro. Ele tinha alugado um carro para vir, numa locadora barata. Aí, chegou na hora, a locadora estava totalmente overbooked e não tinha carro para eles. Depois de muito custo, arranjaram um jipinho... Eles vieram com malas no colo, num aperto danado. E o violão ficou... Muito triste, porque ele toca violão muito bem, e ele sempre toca acompanhado pela Lívia cantando. Muito triste que não teremos isto no Natal... Fora isto, tudo está ótimo, e estamos aproveitando muito o Natal.
25/12/2003
Segundo dia em Tahoe, e toma-lhe neve na cabeça! Passamos o começo do dia dentro de casa, até que alguém sugeriu que entrassemos na Hot Tub! É o “canjão”! Uma Jacuzzi gigante de mais ou menos 2m x 2m, com uns 80 cm de profundidade, com água quentinha, e a céu aberto! Ficava logo em frente à casa.
Alguns exploradores corajosos saíram da casa para tentar abrir o cadeado. Nada: o segredo fornecido não funcionava. Ligaram para a administração que disse que, debaixo daquela neve, nem pensar em mandar alguém para abrir o cadeado. Teríamos que ficar sem a Hot-Tub... Aí é que entra o jeitinho brasileiro!
(Eu costumo dizer que se a gente quisesse entrar para a vida do crime por aqui, seria a coisa mais fácil do mundo! Tudo é planejado muito certinho, e não se espera que nada seja feito muito diferente do habitual.)
Arranjamos uma chave-de-fenda e conseguimos soltar a base do cadeado, que é presa à Jacuzzi por quatro parafusos. Ninguém pode dizer que abrimos o cadeado... resultado: logo estávamos nos esbaldando na Jacuzzi, ou, como preferimos, estávamos “jacuzando”. Enquanto aproveitávamos a água quente, tomávamos um vinho tinto! O canjão estava tão bom, tão bom, que depois de um tempo, até a Lívia tomou coragem de enfrentar o frio (afinal, era preciso sair da casa de sunga, andar alguns passos e entrar na Jacuzzi devagar e com cuidado, pois escorrega!).
Tudo correu bem, até que o vinho que ainda estava na garrafa começou a congelar, e tivemos que mandar de volta para dentro de casa ... Mas o canjão era bom por si só. Para sair de lá, só mesmo com o chamado da barriga! O estômago reclamava e do lado de dentro da casa, os invejosos sem coragem de aderir às aventuras do lado de fora se vingavam comendo! Como o “Lagarto da Isis” estava acabando, tivemos que voltar para defender o nosso.
O resto do dia foi dentro de casa, dedicado ao baralho, à conversa e à comida. No baralho, tentamos jogar buraco, mas todos concluímos que estava muito chato... Aí, ensinei o povo a jogar porra. Como sempre, foi um grande sucesso. Quanto à comida, depois de matarmos o que sobrou da ceia no almoço, partimos para o macarrão de noite. A Lívia fez o famoso macarrão com molho de limão! Uma delícia. Junto com outros molhos (Shitake, feito pelo Magnus, e Pesto, feito pela Alba, mãe da Marília) foram a base de um grande “assorte” de macarrão para o jantar!
26/12/2003
Parou de nevar!!!!!! E amanheceu um dia lindo!!! DEU PRAIA!!!! Hehehe. Praia não deu, mas dá para esquiar! Corre daqui, corre dali, conseguimos preparar tudo para ir embora, passar para alugar equipamento de ski/Snowboard e chegar nas pistas ao meio dia. (Sim Maurice, tinha gente fazendo Snowboard! E na próxima, a Lívia quer experimentar) A estação tem paisagens de cinema, é algo incrível, maravilhoso! No entanto, as pistas, pelo menos as que conheci até agora, ficam a dever um pouco para Vale Nevado e Pucon.
Eu estava bem enferrujado e voltei a começar bem do começo. Uma pista verde, onde desci três vezes. Na verdade, não só para que eu reaprendesse um pouco, mas para acompanhar a Lívia e a prima dela (Patrícia), que nunca tinha esquiado, não tinha conseguido aula de esqui e não falava inglês. Essa pista era um saco! Lotada, gente caíndo toda hora, uma fila de 10 minutos para o lift... E, em certos pontos, uma inclinação tão pequena, tão pequena, que você tem que quase andar...Além de tudo, curta. Da última vez, desci esta pista toda em menos de 1 minuto, de tão curta que ela é.
A Lívia relembrou todo o ski, e já está querendo se aventurar em pistas mais difíceis e snowboard! A Patrícia também aprendeu super rápido. Quando pegamos o primeiro lift, acabamos indo cada um em uma cadeirinha diferente: primeiro eu, depois Lívia, depois a Patrícia. Ela nunca tinha posto esquis nos pés, e tinha que sair do lift esquiando. Eu gritava as dicas para a Lívia, que gritava para a Patrícia. E ela saiu esquiando e sem cair!
Bom, logo que possível saí correndo desta pista e fui para uma azul. Nunca vi uma pista azul tão chata assim em minha vida! Era estreita, o que dava uma preocupação danada com gente que você ultrapassava e gente que queria te ultrapassar. E no começo, ela tem inclinação zero, e você tem que fazer uma longa caminhada! Um saco! Só no fim que ela fica boa. Mas, depois que você conhece a pista, e sabe onde tem que pegar velocidade para não ficar parado depois, até que uma pista legal. A vista é espetacular. E no fim, ela tem uma descida legal!
Bom, peguei o lift de novo e, em vez de descer a mesma pista, resolvi pegar outro lift, subir mais, e descer outra pista azul. Má idéia... Provavelmente, é a pista mais difícil que eu já esquiei. Bastante ingrime, não era muito larga, e era cheia de “quebra-molas”. A neve era toda irregular, você tinha que esquiar entre os montinhos. Na primeira metade, até que desci bem, fiquei inclusive bem feliz de ver. Só que cansei. Na segunda metade, comecei a cair e até o fim desta pista azul foi complicado. Caí muito.
Um pouco atrás de mim, vinham Magnus e Eduardo. Eles acharam a pista tão difícil que resolveram atravessar um trechinho de neve fora de pista que separava de uma pista verde. Eu disse que achava má idéia, mas não fui muito enfático. Devia ter contado as histórias da Bia na Noruega. Até porque, já era quase quatro da tarde, e estava esfriando rápido. Em mais uma hora, o sol já era. Eu estava muito cansado dos tombos, e não me lembrei de nada disto...
Nos separamos Eu consegui descer o resto da pista difícil em mais uns 5 minutos. Aí, desci o resto da montanha pela mesma pista azul chata que já tinha descido. Cheguei na base da montanha 4:15PM, acabado de cansado. Magnus e Eduardo tiveram o destino inevitável para esquiadores de nosso nível em aventuras hors-piste daquela dificuldade: neve até a cintura, um perrengue incrível. Quem quiser saber detalhes de como é, é só perguntar para Bia/Maurice. Chegaram na base da montanha perto de 17h.
Em baixo da montanha, a aventura foi achar as pessoas. Ninguém tinha combinado local para encontrar. Naquele cansaço, ainda fiquei peregrinando uns 15 minutos, até que Lívia e Patrícia me acharam. Depois, encontramos Alex e Priscila. Este era o pessoal que ia embora junto, no carro do Alex.
O normal seria fazermos uma viagem para devolver os esquis/snowboard e outra para levar as pessoas. Mas o trânsito estava um caos, e fizemos tudo de uma vez só: com a mala já lotada, colocamos na cabine de um honda civic, cinco pessoas, quatro skis, com suas botas e bastões, e um snowboard com sua bota. Um aperto danado, num frio danado! A Lívia no meu colo, com a cabeça torta. Mas, foi bom, economizamos muito engarrafamento. Devolvemos o equipamento e paramos num posto para tirar as correntes que não seriam necessárias (tiramos em 2 minutos! E aprendemos o truque ao ver como o cara tinha prendido elas). Depois, pé na estrada, pouco depois das 22h estávamos em Berkeley, em casa!
O White Christmas foi um barato! Nada compensa um Natal longe da família. Mas se outros tiverem que ocorrer, que sejam legais como este!

quinta-feira, dezembro 04, 2003

Viagem

Soh pra vcs terem o gostinho de Sanfra: casas vitorianas no Castro.

Thanksgiving

Oi galerinha, tá difícil manter o esquema de postar todo o dia, mas como eu sei que vcs não lêem todo o dia...
Semana passada foi o Thanksgiving, o dia de Ação de Graças americano, mais conhecido como o Dia do Peru, no bom sentido é claro. Passamos um dia maravilhoso na casa de Edu e Magnus com direito a caipirinha, feijoada completa, pudim de laranja e apple pie. Foi tudo divino e maravilhoso, regado a uma boa viola e aquele calor humano que só os amigos sabem proporcionar. Estavam lá o Carlos, Flávio e Marília, Suzana e Ed(il)son, Cecília e Roberto. Foi divertidíssimo!
A nota inusitada foi nosso passeio pelo ER, Emergency Room, ou Pronto-Socorro. Pois é, Livinha aprontou... Fomos dormir tarde depois de fazer as malas pra nossa sonhada viagem a Carmel. O André já deitado só ouve meu grito "Ai! Ai! Que dor!" Pois eu tinha deixado a escova de dente cair do armário do espelho. Qdo levantei depois te tirá-la do chão acabei dando com toda a força com a cabeça na quina do espelho. Achei que tivesse quebrado-o. Que nada. O espelho ficou inteiro mas, minha cabeça, pela enézima vez, sofreu avarias. André ficou meio assustado com a quantidade de sangue e corremos pro hospital. Depois da devida espera e de ser avaliado por dois enfermeiros e um médico, eu fui liberada apenas com uma anti-tetânica. Pior foi ficar um dia inteiro sem lavar o cabelo e com o sangue coagulado... ECA! Fomos dormir às 3 da manhã para viajar cedinho no dia seguinte...