terça-feira, julho 05, 2005

4 de julho – meu aniversário

Hoje completo 35 anos. Lívia, Elisa e Elane estão dormindo. Eu acabei de chegar do aeroporto – fui levar o Vivaldo. A estas horas, ele já está no vôo para LA, e de lá para o Brasil.

Assim que cheguei em casa, botei a roupa da Elisa para lavar. Vamos almoçar na casa do Edu e do Magnus, junto com Édson e Suzana. Fiquei muito feliz com o convite deles, para comemorarmos meu aniversário. Para não demorarmos a sair, a laundry é a primeira prioridade depois do aeroporto… Enquanto a máquina de secar trabalha, eu escrevo no blog.

O assunto não podia ser outro: as primeiras duas semanas de vida da Elisa, agora já em casa. Logo que chegamos, veio uma enfermeira verificar a amamentação. Aproveitou e pesou a Elisa. A foto ao lado mostra a Elisa na “Balança”. Era uma balança de pendurar a criança, apoiada numa “rede” infantil. Foi uma grande alegria, pois foi quando vimos que ela começou a ganhar peso!






Logo depois, Elisa recebeu as primeiras visitas. Cecília, Roberto e Fabrício. Eles, que nos acompanharam por tanto tempo aqui na Califórnia, sempre ajudando e dividindo bons momentos, foram as primeiras visitas.




A vida da Elisa continua na mesma. Primeiro ela dorme. Às vezes demais, e aí precisamos acordá-la para comer. As duas fotos ao lado mostram como ela se espreguiça.








Depois, mesmo com sono, ela leva muito à sério o trabalho de comer. Ela gosta de concentração, privacidade e tranquilidade para isto, como mostra a foto ao lado.





Depois de mamar, é preciso trocar a fralda. Em geral, eu faço isto. E aí, a Elisa volta a dormir! Na maior parte das vezes, no berço. Mas, também com a Lívia ou comigo, como mostram as fotos.


De dois em dois dias (não é diário por ordens médicas, por causa do frio!!!), Elisa toma banho. Estas fotos são do primeiro banho.









E ontem, Elisa foi a San Francisco pela primeira vez!!! Passeu pela Lombard Street, Palace of Fine Arts (onde mamou e trocamos a fralda). Depois fomos ao Baker Bistro, para o primeiro almoço francês da vida da Elisa. Chegamos às 2:30, pois sabiamos que o restaurante ia estar vazio. Estava mesmo! Nós achamos vaga na porta! E comemos sozinho no restaurante, de forma que a Elisa ficou bem, e adorou o programa. Depois de mamar ela comentou que o Risoto estava ótimo!
PS: O tio Felipe não tem porque se preocupar! Enquanto trocamos a fralda da Elisa no carro, durante todo o tempo, tinhamos embaixo dela um padding super bom, que ganhamos do hospital. Cobre todo o banco e é muito absorvente. Qualquer xixi ou cocô não passa do padding de jeito nenhum!! O melecão não tem cocosão.
Enfim, a vida está maravilhosa com a Elisa. Eu não podia estar melhor em meu aniversário!

Resolvi concluir o post com o resto do dia. Daqui para frente, já estou em 5 de julho, escrevendo sobre a comemoração. Foi o máximo! Um grande presente que recebi de Magnus / Edu e Suzana / Édson. Mas não fui só eu que gostei do presente. Olha a Lívia saboreando meia corona! Coisa que ela não fazia desde o primeiro mês de gravidez...


Comemos uma peixada deliciosa, preparada pelo Magnus. Estava tão bom que até eu, que não gosto, comi pirão! Fizemos um brinde especial para a Elisa, com uma Champagne deliciosa que o Edu providenciou.


Enfim, passamos o meu aniversário da melhor forma possível: entre amigos queridos, que marcaram nosso tempo na Califórnia. Pena que Marília /Flávio, Dani / Carlos e Mafa / Mário não estavam lá... Mas foi muito bom! Elisa ficou super bem com todos, especialmente com o Magnus.

quinta-feira, junho 23, 2005

19 de Junho – Dia dos pais nos Estados Unidos. E de uma mãe também…

O blog deste tempo na Califórnia pode até não ser grande coisa. Mas pelo menos uma característica de grandes filmes e livros ele tem: o final é espetacular!!! A Elisa nasceu!!!!
Elisa Frossard Barbosa Vincent nasceu em 19 de junho de 2005, com 51 centimetros e pesando 2.900 Gramas. De tanto brincar que o “Mimoso” ia ter um “Mimosinho”, ela nasceu com o pé igualzinho ao do pai. E a boca é igualzinha à da mãe ("Boca de Borracha", segundo Andréa Lobato).

O parto foi um processo longo, com momentos de esforço, de alívio, de tensão e até de comédia….

O trabalho de parto começou na sexta-feira de manhã cedinho. O plano era ir para Napa Valley. Talvez porque não fosse tomar vinho, Elisa não gostou da idéia. E as contrações começaram às 5 e meia da manhã. Napa Valley ficou para depois, mas as contrações foram irregulares durante todo o dia.

Lá pelo final do dia, parecia que as coisas ainda iam demorar. Mas, ao deitarmos na cama para dormir, as contrações se tornaram bem regulares, mais intensas, e pareciam seguir o padrão necessário para ligarmos para a médica e irmos para o hospital. Ao chegarmos no hospital, uma grande decepção: a dilatação da Lívia não estava maior do que quando fomos à médica, dois dias antes. Com 1.5 para 2cm de dilatação, ainda era cedo para sermos admitidos para o parto…
Antes de irmos embora para casa, a OB de plantão nos mandou andar pelo hospital. Ficamos duas horas dando voltas no terceiro andar do Alta Bates. Antes de irmos embora, a dilatação já estava em 2+ cm. Um progresso encorajador.

Voltar para casa foi a melhor coisa que fizemos. Depois de passarmos uma quinta-feira tensa, esperando as contrações evoluírem, e de estarmos no hospital entre 3:30 e 7:30 da manhã, um dia mais relaxante era a melhor coisa para nos prepararmos para o trabalho de parto.
A recomendação era descansar um pouco, mas também andar bastante ao longo do dia. Assim, logo depois do almoço, Lívia resolveu que o melhor a fazer era aproveitar o momento para atender umas encomendas de ultima hora e ir comprar uns tenis que a mãe da Lívia precisava comprar. André obviamente concordou. Afinal, tem jeito melhor de fazer uma mulher andar do que colocá-la para comprar sapatos?

Na volta para casa, comemos uma pizza. Enquanto preparávamos o lanche, André perguntou para Lívia o que ela estava achando das contrações. A resposta está na foto abaixo…


Depois da pizza acabamos de assistir Pearl Harbor (não sei se é o mais adequado para relaxar para um parto…), e fomos dormir. Tentar dormir parece ser a senha. Não deu nem para esquentar a colchão, e as contrações voltaram a ser regulares e fortes como nunca. Lívia começou a gritar de dor nas contrações. André ignorou a recomendação de esperar uma hora de contrações regulares, e fomos para o hospital direto. Foi só o tempo de pegar tudo e sair.

Foi a melhor coisa. Chegando no hospital, Lívia já tinha três centímetros de dilatação. Fomos admitidos e, logo ao passarmos da triagem para a sala de “labor and delivery”, Lívia recebeu um anestésico e se preparou para a peridural. Que foi o momento cômico de todo o processo.

Quando o anestesista começou a aplicar a peridural, disse que a melhor posição para a Lívia era com a coluna bem curvada. Para dar suporte a ela, André ficou em pé de frente a ela, de forma que ela pudesse apoiar sua cabeça em seu peito.

Ocorre que André ficar olhando para o anestesista não foi a melhor idéia… Quase no final do procedimento, Dr. Moore (um anestesista muito legal), perguntou: “você está se sentindo bem?”. André respondeu: “Estou sentindo a cabeça um pouco leve…” e desabou no chão. Não deu tempo nem de acabar a frase direito… O cômico é que 2 segundos após cair, André já tinha percebido o que ocorrera e já estava recuperado. O suficiente para perguntar como tinha caído de forma tão suave. Descobriu que era porque Mila, a enfermeira, estava atrás dele, e amorteceu a queda. Pobre Mila… Ela tinha +- 1m45cm e não devia passar de uns 45 Kgs…
A anestesia fez efeito, e a foto da Lívia na cama mostra como ela estava reagindo às contrações, cada vez mais fortes.

Com a expectativa de umas 12 horas de espera até o parto, e preparados para dormir um pouco enquanto dava, sugerimos à Elane e Vivaldo que fossem para casa. Afinal, eles também podiam dormir bem e voltar para o nascimento da Elisa.

Dormimos umas 2 da manhã de sábado. Às 3, a médica viu que a dilatação não estava progredindo. Decidiu romper a bolsa de água da Lívia. Às 4hs30min, vimos que houve progresso: 9 cm de dilatação. Em 90 minutos!

Às 5hs da manhã, a dilatação tinha chegado à 9.75 cm. Imediatamente, chamamos os pais da Lívia. Logo depois, a dilatação chegou a 10 cm, e a médica mandou que Lívia começasse a empurrar para a Elisa nascer.

O começo deste trabalho foi mais um aprendizado: Lívia aprendendo como empurrar, André aprendendo como ajudar, a Mila aprendendo o que funcionava melhor com a Lívia. E, a cada três contrações, André tendo que ligar para Elane para ajudar a conseguir um taxi, missão quase impossível às 5 da manhã em Berkeley… Os pais da Lívia finalmente conseguiram chegar perto de 6 e meia.

Durante uma hora, Lívia fez muita força, e conseguiu empurrar bastante. A cada contração, a Elisa chegava bem mais perto de nascer. Depois de uma hora, a médica resolveu verificar onde Elisa estava no intervalo entre as contrações. E descobriu que, infelizmente, boa parte do progresso conquistado durante as contrações era perdido nos intervalos. O resultado era um avanço lento. Como a Lívia estava começando a ter febre e o batimento cardíaco da Elisa estava começando a subir, e como ainda precisariamos de pelo menos mais outra hora para a Elisa nascer, a médica resolveu, às 6:30hs, fazer uma cesariana.

Nos próximos minutos a equipe médica se preparou e preparou Lívia e André para a cirurgia. Com a Lívia acho que os medicos não tiveram muitos problemas. O André é que teve muita dificuldade para amarrar a tal mascara, de nervoso que estava.

Mas, tudo correu bem. Os medicos falaram que a posição da Elisa, virada para a frente e não para trás, dificultava o trabalho das duas. Se não fosse isto, eles garantem que ela teria nascido de parto normal bem fácil.

As fotos mostram a continuação dos eventos. Elisa ainda na sala da cesariana, o primeiro encontro da família, Elisa comprovando seus 6 pounds e 8 ounces (2.9 Kgs), o primeiro banho, Elisa no colo dos avós maternos, mamando, deixando suas digitais, descansando com a mamãe depois de mamar (mamãe ainda sob efeito da anestesia...), apreciando a Golden Gate vista do Alta Bates, dormindo no berço, arrotando e dormindo com o pai.

Ficamos no hospital por três noites, após o parto. Nestes dias, vimos que a Elisa é uma menina muito tranquila. Apenas uma noite foi difícil. Trocamos de quarto pois o ar condicionado do primeiro não estava send suficiente, e estava muito quente. No quarto novo, Elisa ficou com frio. Até que percebessemos o problema, a vida foi difícil. Mas foi só resolver, que a Elisa dormiu como um anjo.












Nestes três dias, já deu para perceber também que a vida nunca mais sera a mesma. A importância da Elisa para nós é algo incalculável. O amor que ela inspira é impressionante.













Se quiser, deixe sua mensagem para a Elisa. Depois, vamos juntar tudo e mostrar para ela...

Visitas na Califórnia

As coisas andam movimentadas por aqui. Com o final das aulas, as visitas chegaram para alegrar o ambiente. O pai do André veio para a formatura, e passou duas semanas conosco. Além da formatura, ele passeou bastante pela Califórnia.

Adorou Muir Woods, onde pode ver sequóias bem grandes. Foi a Napa, onde fizemos um piquenique usando a mochila que Monique e Elza deram de presente quando nos visitaram em janeiro.

Quando fomos ao Silicon Valley, Michel teve oportunidade de conhecer várias empresas de tecnologia. Destaques para a SAP, onde André trabalhou nos últimos 8 meses, e para o PARC - Palo Alto Research Center. Stanford também foi lindo. Para concluir, ele foi a Carmel e Monterey e passeou bastante por Berkeley e San Francisco.






Assim que Michel foi embora, chegou o Lesmão. A mesma viagem que levou um ao aeroporto, buscou o outro. Ele passou apenas uns 4 dias conosco, mas foi ótimo. Fizemos um passeio ótimo por Tiburon, onde passamos um fim de tarde muito gostoso com a Cecíla, prima da Lívia, e o Roberto, seu marido. Na visita à UC Berkeley, o Lesmão descobriu um angulo ótimo para tirar fotos de Haas – a escola do André.

A estada do Lesmão foi curta, mas muito legal. Nós já fomos a vários lugares legais juntos. Destaque para o Chile, onde fomos esquiar, e agora esta vinda a California. Fizemos planos de levar nossos filhos para conhecer o Grand Canyon daqui a cinco anos! Vamos fazer acontecer!
No mesmo dia em que o Lesmão foi embora, chegou a mãe da Lívia. Veio para passar um mês, passear um pouco e ficar conosco. Fizemos alguns passeios com ela, basicamente para que ela pudesse comprar tudo o que queria comprar para levar para o Brasil. Fomos um dia à San Francisco. E planejamos ir para Napa no dia seguinte à chegada do pai da Lívia. Assim, iríamos todos.
Só que não deu para irmos, nem para passear tudo o que queríamos, pous os eventos se precipitaram…

quinta-feira, maio 19, 2005

Spring Break: HAWAII!!! - Curiosidades

1. Chegamos a Oahu crente que iríamos nos esbaldar em frutas. Afinal, fica lá a plantação da Dole, que vende os abacaxis havaianos aqui na Califórnia. Fora que lá é terra de frutas... Pois bem, passamos na Dole para comprar frutas para o dia. Meio mamão a $2, um saquinho com abacaxi $3. E por aí vai... Dois dias depois, passando por uma estrada menor, vimos uma sequência de barraquinhas, como se estivéssemos em estradas brasileiras. Comprei 4 mamões a $2, saquinhos e abacaxi a $1, abacate... Uma delícia.

2. Nos demos conta que o Hawaii é o meio de caminho do mundo ocidental americano e o oriente, mais precisamente, o Japão. A primeira coisa que se nota é que a língua havaiana não tem o som do "R". Não se vê essa letra em nenhum nome de rua ou região. Outra coisa: só se vê japonês na rua. Principalmente, nas lojas de grife. As Neusas se estapeiam por bolsas Louis Vuitton. Impressionante.

3. Em Waikiki, não se anda mais de 50 metros _ literalmente _ sem esbarrar em uma ABC Store. Devem ser umas 50 em um bairro só. São pequenas lojas de conveniência e badulaques. O mais impressionante é ver os japoneses comprando camisetas "ABC Store" e levando de souvenir.

4. Nem tente procurar saber qdo o Hawaii virou estado americano e nem o que se passava por lá entes disso. Ninguém sabe. Nem os locais e nem os americanos. O máximo que vimos foi um relato sobre alguns antigos reis e rainhas no pequeno museu que fica na entrada de Hanauma Bay. Fora isso, parece que o Hawaii brotou da terra no momento em que Pearl Harbor foi bombardeado.

Elisa no Hawaii

Barriga ao sol de Waikiki.

Spring Break: HAWAII!!!! - 1a. parte: roteiro

Tudo começou no ano passado, qdo André teve a brilhante idéia de propor aos Brazucas uma viagem de RV (motorhome) até o Grand Canyon para o Spring break (mini-ferias) de 2005. Na época, ficamos entusiasmados. Só que, como tudo... chegou na hora, cada um já tinha planejado outras coisas e uma viagem de RV com uma grávida a bordo ficaria meio complicada.
Pesquisa daqui, pesquisa dali, nós e mais Felipe e Mariana (do primeiro ano) decidimos de uma hora pra outra ir pro Hawaii. Quem diria que eu e André iríamos aparecer por aquelas bandas...
Pois fomos e passamos 5 gloriosos dias em Oahu, a ilha principal, onde fica Honolulu.
No primeiro dia, ficamos em Waikiki beach, uma praia urbana e lotada. Andre alugou até uma prancha, mas o mar estava "flat". Mariana e eu ficamos na areia rindo dos biquinis das gringas e da mania que as japonesas tem de ir de maquiagem pra praia. De noite, sushi basico.
No segundo dia, partimos rumo a Halleiwa, North Shore, terra de surfistas. Felipe, nosso surfista de plantão, ia em busca de ondas. E André, em busca de fotos. Passamos por umas três praias e acabamos ficando perto de Pipeline. Felipe usou todo o seu poder de negociação aprendida com anos de mercado financeiro e mais um ano de MBA em Berkeley para convencer um local a alugar-lhe uma prancha destinada a venda. As que estavam lá para serem alugadas não eram adequadas àquelas ondas. Resultado: depois de uma hora de surfe, Felipe sai da água rolando de rir: havia quebrado um pedaço da prancha... Agora teria que usar ultra poderes de negociação para discutir a multa.
De noite: jantar num tailandês fora de série.
Terceiro dia: Hanauma Bay. Chegamos cedinho para sermos dos primeiros a entrarmos naquela agua límpida, cheia de peixinhos e fazermos nosso snorkeling em paz. Vimos milhares de peixinhos de todas as cores em meio aos corais. Só um problema, Lívia, já barriguda, teve que voltar da água no meio do caminho pois começou a esbarrar a barriga nos corais...
Lá comemos a salada de frutas mais cara a oeste do Mississippi: $8 por cada pratinho... fala sério...
Depois da Hanauma Bay, fomos passear mais pelo lado leste da ilha. É impressionante como os vulcões formam uma paisagem verde deslumbrante. É uma mata densa. Vista de longe, parece mata atlântica. Mas tem um contraste marrom das partes onde não há vegetação. Muito lindo e diferente.
Quarto dia: North shore novamente. Mais ondas, como nunca havíamos visto, em Rock Point. Vinham em sequências assustadoras... Outra maravilha que vimos foi o show dados pelas baleias pulando, dançando, nos embasbacando... Resultado: depois de um show da natureza, todo mundo ficou com fome e fomos atrás de um restaurante de comida brasileira: arroz, feijão e peixinho. Maravilhoso!!!
De lá fomos a outra praia. E tivemos o privilégio de assistir um casamento em plena praia... Claro que André tinha que bancar o paparazzo e tirar fotos... No final, batemos palmas e tudo o mais...
À noite foi quando Mariana deu a grande dica: uma Steak House Japonesa espetacular! Tivemos o melhor jantar da semana. Dividimos uma mesa para 8 pessoas com outro grupo. Um dos lados e o centro da mesa eram ocupados por uma chapa, onde o cozinheiro preparava nosso pedido. A gente sentava nos outros três lados da mesa, saboreando um rango delicioso. Não satisfeita em indicar o melhor restaurante da viagem, a Mariana ainda conseguia entender o inglês do cozinheiro!! (Bom, pelo menos ela ria das piadas dele...)
Quinto dia: North Shore de manhã. Nos sentíamos em pleno filme "Em busca da onda perfeita". De um lado, ondas lindas, do outro, montanhas e vegetação vulcânica. Ate chegarmos numa praia onde o Felipe surfou com uma tartaruga. Incrível. Ficamos assistindo ela nas ondas... Maneiríssimo.
De noite, havíamos participado de uma promoção local e ganhamos ingressos para um luau. Estávamos na maior empolgação. Afinal, luau no Hawaii deve ser uma coisa do outo mundo ( o ingresso custava $60!). E era. Chegamos um pouquinho atrasados, perdemos o ônibus que deveria nos levar ao local. Ainda bem. Fomos de carro: nossa sorte. O local do luau era um terreno na área industrial de Oahu. Ventava horrores. Havia a promessa de bebida e comida a vontade e mais um show inesquecível. Pois, ganhamos dois vouchers de bebida cada um (que, pelo menos, foi aproveitado pelos meninos com muitas cervejas). O show foi um fiasco. E a comida estava horrível... Saímos de lá rindo do nosso infortúnio, no meio do show, e com fome... E, como fazia muito frio, tivemos que comprar moletons no local. Cada um mais cafona que o outro...
Resultado, fomos pra Waikiki pro nosso bar preferido, com música ao vivo, de frente pro mar, com cerveja gelada e comida. Que maravilha...
No último dia, ainda deu pra pegarmos praia, tomarmos banho no hotel do felipe e Mariana e embarcarmos já cheios de aventura de volta pra casa. O vôo contava com uma escala numa pequena ilha. Nós é que não contávamos com a turbulência. Eu confesso que, num dos "tombinhos", cheguei a soltar um grito... ai ai... que mico...

depois de um tempo...

Entrei aqui animada a recuperar o tempo que ficamos sem passar por aqui. A energia que foi absorvida com outros projetos nos últimos meses vai ser toda depositada aqui hoje.
Estamos no ultimo mês de gestação da Elisa, a viagem até aqui foi tranquila, com alguns pequenos "bumps".
Temos lido sobre um fenômeno comum que acontece no último trimestre da gravidez: o chamado "cocooning" (vem da palavra cocoon, casulo em inglês). Trata-se de uma energia que dá na gestante e que é voltada para arrumar a casa e preparar tudo para a chegada do bebê. Com isso, ontem viramos a casa de cabeça pra baixo, limpando lavando, jogando fora o excesso... Elisa já pode chegar sossegada em uma casa limpinha.
Resolvemos fazer o mesmo aqui no blog. Vamos contar da viagem ao Hawaii, show do U2, fim das aulas, fim do trabalho, preparativos para mudanças, visitas... E por aí vai...

domingo, março 20, 2005

Haight Ashbury

Dia de sol agora é lei aqui em casa: vamos pra rua levar a barriga pra passear.
Duas semanas atrás fomos a Haight Ashbury, o famoso bairro dos hippies, onde morou Janis Joplin e, pasmem, Marilyn Monroe. Agora, mesmo tendo um certo ar meio comercial, ainda há um pouco do clima de paz e amor.
Almoçamos no Cha Cha Cha, restaurante de tapas latinos (comemos arroz, feijão, frango assado e banana frita!). Depois, seguimos caminhando pela rua ensolarada. Claro, tive que tirar uma foto em frente à livraria anarquista, em homenagem ao meu amigo jorge. De sobremesa, sorvete no Ben & Jerry's.
Na volta pra Berkeley, uma pausa para fotos na Alamo Square. Curtam as fotos.



feijoadinha

Numa tarde bastante chuvosa, fizemos feijoada para a família da minha professora e amiga, Kellie McElhaney. Sou fã das filhas dela. Aqui vcs ficam conhecendo-as: Juliana e Isabel.

Walter Salles e Gilberto Gil

Tudo bem, o blog anda até empoeirado, mas resolvi que assim nao vai dar. Juntei meus produtinhos de limpeza que tanto gosto e resolvi encarar a parada... Poeiraaa... poeiraaa... Levantou poeira...

Tivemos semanas de intenso agito cultural por aqui e nao podia deixar de contar.

Primeiro, veio o ministro da cultura (pré-cortes do orçamento) que falou para um auditório lotado de gente que ficou eperando por mais de uma hora em fila embaixo da chuva. Gil encantou a platéia, não por seu discurso _ utópico, um pouco confuso _ mas, por responder as perguntas _ estas bastante ruins _ com aquela maneira gilbertiana de ser. Ou não. E, principalmente, intercalá-las com um pequeno pocket show. Afinal, a maioria foi lá mesmo pra ver Gil-artista e não Gil-político.
O gostoso foi Gil tocar, com humildade, músicas dos amigos Chico (Rita) e Caetano (desde que o samba é samba). E o incrível foi ver a embasbacada Joan Baez dançando ao lado dele.

Passadas algumas semanas, veio o Walter Salles, aclamado diretor de "Diário de Motocicleta". Para variar, auditório lotado, muita fila e confusão do lado de fora por conta de gente que não conseguiu entrar. E eu, com a obrigação de escrever um artigo para o jornal de Haas (escola de administração).
Platéia embasbacada com o ex-estudante de economia que aplicou para o programa de PhD de Berkeley e, pasmem, não passou. Graças a isso, hoje podemos ter filmes como Terra Estrangeira e Central do Brasil. Salles falou sobra o cinema latino-americano, sobre o filme Diário de Motocicleta e a aventura de filmá-lo. Sobre Che, sobre o Brasil...

A próxima grande estrela brasileira a vir a Berkeley seria Denise Frossard, mas ela, infelizmente, não poderá vir, pois, candidata a governadora tem que ir às bases e fazer campanha.

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

depressao carnavalesca

Depois de dias de sol em que, pasmem, eu caminhei com meu macacão-tô-grávida e camiseta pelas ruas de Berkeley, hoje choveu. Até o tempo se rendeu à minha depressão carnavalesca.
Ontem andava pela casa inquieta... Inventei de fazer uma super faxina (pobre André). Até lavamos o carpete! Mas, depois do almoço, exausto, André se entregou ao Superbowl (final do campeonato de futebol americano). E eu continuei a andar pela casa... Sem saber se sossegava e torcia pelos New England Patriots, conhecidos como "Pats" (de Boston - CAMPEÕES!!!!!), ou se resmungava pq tal escola devia estar desfilando...
Hoje, no blog da Leila (http://stuckinsac.blogspot.com/) achei a letra completa do bloco Imprensa que eu Gamo. AMEI!!! Depois de saber de tantos coleguinhas desempregados, jornais e revistas fechados, achei uma benção ser brasileira e ter quatro dias (ou mais?) de muita folia, apesar de tudo...

O LARRY ROHTER, SERÁ QUE ELE É?
(Marceu, Janjão, Fábio Nascimento, "Larry Rohter" e "Harry Potter")

Deu no New York Times
que a Garota de Ipanema é fofa
E viram nas morenas bundas flácidas
Com celulites e culotes retumbantes
Que a nossa musa agora é uma baleia
Sereia de antigos carnavais
"O Brazil não conhece o Brasil"
O Lula é presidente ou um barril?
Não gosta de cachaça
Não entende de mulher
O Larry Rohter, será que ele é?

VEJA, ISTO É a nossa ÉPOCA
Só tem PLAYBOY, não há MANCHETE nem VISÃO
Já não tenho mais emprego
Mas pelo menos me livrei do pescoção
No carnaval, eu faço frila
No Mercadinho, em liquidação
(Imprensa, meu bem)

sexta-feira, janeiro 28, 2005

Viva Mexico!

Tá bom... vcs vão reclamar... A gente voltou do México há mais de duas semanas e necas de posting... Pois agora, vou encher vcs de causos da viagem.
A começar pelo primeiro dia, totalmente dedicado a jiboiar no Caribe. Ficamos em frente ao hotel mesmo, com aquele mar de cor inacreditável. A água estava fresca, ventava... Foi maravilhoso. Um dia totalmente dedicado a não fazer nada...
No dia seguinte, fomos para um parque tipo Disney, mas totalmente dedicado ao México e sua natureza (http://www.xcaret.com.mx/). Pra começar, fomos nadar num rio subterrâneo. O guia havia nos avisado que a água era gelada. Eu morri de medo pq não queria causar um choque térmico no bebê. Pois chegamos lá e vimos que a água era deliciosa. Acho que esse guia nunca nadou na praia da Barra. Depois, comer e deitar numa rede de frente para o mar aberto do Caribe. Delícia! Vimos tartarugas gigantes, peixes e mais peixes, golfinhos nadando com turistas, reconstruções de ruínas maias, demonstrações de rituais maias, os famosos Papantla Fliers (homens que se penduram pelo pe em cordas que giram em torno de um poste gigante), e um impressionante show dedicado a contar a história do México.
Aliás, esse show nos impressionou muito. Primeiro pela qualidade da produção que passava por nos descrever os rituais maias, a conquista espanhola até os dias atuais. Depois, pelo orgulho que o povo sente por suas tradições e sua cultura. No final, o povo gritava "Mexico! Mexico!" num coro emocionante...
Terça-feira, foi o dia mais esperado. Embarcamos rumo a Chi Chen Itzá, a maior conjunto de ruínas maias. Mas, antes, passamos por uma vila maia atual, por um lago subterrâneo onde se fazia rituais de sacrifício humano e almoço tradicional maia. Aliás, esse almoço parecia muito com a nossa comida mineira, arroz, feijão frito (uma espécie de tutu), carne de porco e muita salada. Resultado, eu e André comemos como dois esfomeados. De lá para as ruínas. Fazia um calor insuportável... Havia poucas sombras, estava seco, e eu comecei a passar mal... Resultado: não consegui subir a pirâmide. Consegui achar uma vendinha dentro do parque e comprar água. Ufa! O André subiu e eu nem vi pq estava pechinchando uma blusa bordada com uma vendedora maia. Na sombra. André disse que subiu num pique só os 90 e tantos degraus. Chegando lá, virou-se e tomou um susto. A pirâmide é bem inclinada e assusta pela altura e pela falta de segurança. Para descer, André seguiu a dica do guia. Muita gente desce de bunda, mas ele segurou na única corda de segurança e desceu de costas. O guia havia nos instruído a nunca dar as costas ao templo.
Passamos lá mais meia hora e descobrimos uma lojinha de picolés Kibon! Entrando na loja, André manda: "Yo quiero picolé de limón!" Meu marido habla pra caramba!!!
Quarta-feira, chuva no caminho. De manhã, ainda a salvos da chuva, andamos pela praia em direção à cidade. Uma coisa que havia nos impressionado é que víamos muitos hotéis, porém poucas casas. Claro, elas ficam longe das estradas principais e coladas no mar. Cada mansão gigantesca, com jet skis e lanchas na porta.
Passeamos pelo centro da cidade e acabamos jantando no centro da cidade, num restaurante muito bom, bem típico. A comida gloriosa, tradicional maia e mexicana. Acabamos voltando lá no final da viagem.
Quinta-feira foi dia de mergulho em Cozumel. Tudo ia bem até chegarmos ao catamarã que nos levaria à ilha. O mar mexia muito e eu já previa um enjôo. Ficamos no barco uns 10 minutos antes de começarmos a viagem até a ilha. André conseguiu um assento pra mim e sentou logo atrás já prevendo que eu teria uma viagem, diagamos, turbulenta. Passados 10 minutos já no mar, eu me virei pro meu vizinho e pedi que ele trocasse de lugar com o André pq eu estava grávida e passando muito mal. Eu suava frio e já abria uma sacolinha deplástico. Meu vizinho era canadense. Sua esposa, tb no barco, estava grávida e era enfermeira pré-natal! E ele tinha remedio contra enjôo permitido para grávidas! Tomei na mesma hora achando tudo aquilo uma grande benção de Deus. Em 15 minutos, eu estava me sentindo muito melhor e consegui chegar a Cozumel sem nenhum problema. Mas, aí veio a chuva e o aviso que teríamos que pegar outro barco para chegar ao local para snorkeling. A parte boa foi que o barco estava cheio de brasileiros. Mas, o remédio me deixou meio grogue e eu não conseguia ficar acordada. Foi meio que preciso o André colocar minha máscara, ajeitar meu pé de pato e quase me jogar na água. Foi ali que eu melhorei. Vendo aquele mundo subaquático maravilhoso. Minha primeira reação foi de choque e emoção total. Comecei a chorar. Peixinhos de todas as cores e tamanhos e uma raia!!! A certa altura, comecei a ficar irritada com os gringos dos nossos grupo que mal sabiam nadar e me atingiam com suas pernadas e braçadas desengonçadas. Fora o frio. Qdo resolvi voltar pro barco, já era mesmo o fim do passeio. Estávamos com fome e prontos para almoçar.
O almoço foi gostosinho, com direito a pudim de sobremesa! Passeamos pela ilha e voltamos pro catamarã com nossos novos amigos brasucas.
Sexta-feira, foi dia de praia, aproveitar o último dia com o mar do caribe aos nossos pés. Passeamos pelo centro da cidade e rumamos pro aquário onde fiz "carinho" num tubarão e numa raia. No aquário teríamos uma das mais maravilhosas experiências de nossas vidas: nadamos com golfinhos. Foi incrível (como vcs podem ver pelas fotos). Saímos de lá extasiados, flutuando... Nunca mais esquecerei esses seres incríveis...
Sábado, dia de arrumar as malas, dar o último mergulho, passear no mirador e rumar para casa.
Cancún nos impressionou por não ter mais quase nenhum traço de México e parecer mais uma espécie de Orlando. Custo de vida caríssimo, preços comparáveis à Califórnia. Mas, ao mesmo tempo, saindo do centro turístico, vimos um povo com orgulho de seu país, uma cultura impressionante e uma simpatia, principalmente em relação ao Brasil.
Só um porém. Fui roubada, provavelmente no hotel. Alguem abriu minha necessaire, tirou minha caixinha de jóias e roubou todas as minha bijuterias. Sacanagem pq tinha um anel que eu acabara de ganhar de Natal, dois colares que eu amava com pingentes que foram dadas por pessoas especiais, e mais brinquinhos que eu amava.


sexta-feira, janeiro 07, 2005

Natal, ano novo... ufa...

Já é quase carnaval na Terra Brasilis e nós aqui nem contamos sobre nosso Natal e reveillon inusitados. Tb, pudera... Estamos com animadas visitas de Monique, irmã do André, e da Elza, mãe dela. Temos nos esbaldado nos vinhos (eu no meu suquinho), queijos, comidinhas e passeios.
E, amanhã, enquanto elas partem pro Rio, nós vamos tirar nossas merecidas férias em Cancún. Nosso objetivo: desvendar a cultura maia e tomar sol nessa barriguinha que começa a despontar. Pois é, pra quem não sabe, tem carocinho no pedaço. Agora, baby já está com umas quatro polegadas (façam as conversões, please) e, isso, em se tratando do meu tamanho, está fazendo uma significativa diferença na minha circunferência.
Nos falamos na volta, daqui a uma semana.